Ressignificações das imagens produzidas no Mali, no Quênia e na Índia a partir da semiótica da fotografia

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Universidad de Medellín
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Resumen

Este artigo objetiva analisar os sentidos de fotografias produzidas no Mali, no Quênia e na Índia, após a sua colonização, uma vez que essas imagens possibilitam uma reflexão sobre os usos interculturais da imagem fotográfica. Para tanto, leva-se em conta dois níveis diferentes de pertinência para a consideração sobre o sentido dessas imagens, tomando como base um método de compreensão da significação visual postulado pela semiótica da fotografia. Primeiro, as imagens são abordadas como texto-enunciado, no qual são observadas as linhas de fuga que tecem em relação a uma visualidade colonial, calcada no uso da perspectiva unifocal. Tradições fotográficas locais deformam criativamente a visualidade, circunscrevendo as fotografias num âmbito desnarrativizado e desperspectivizado da superfície fotográfica e operam uma valorização da tatilidade do olhar. Em segundo lugar, consideram-se os estatutos fotográficos, os quais destroem o valor documental das imagens e as reordenam a partir de outras lógicas de produção e compreensão. Observa-se como determinados retratos de estúdio recriam uma situação social que não coloca mais o realismo no centro da mensagem visual, mas toma a fotografia como meio de imaginação de cenas e pertencimentos a locais que aproximam o sujeito fotografado de valores de modernidade. Os resultados das reflexões desenvolvidas no artigo atestam que, enquanto determinadas práticas fotográficas promovem formas de dominação do outro, podem ser observadas, alternativamente, reordenações das práticas em torno da realocação de posições subjetivas que fazem parte da construção fotográfica.

Descripción

This article aims to analyze the meanings of photographs produced in Mali, Kenya, and India, after their colonization, since these images enable a reflection on the intercultural uses of photographic images. To this end, two different levels of relevance are taken into account when considering the meaning of these images, based on a method of understanding visual significance postulated by the semiotics of photography. First, the images are understood as a text-statement, in which the escape lines of these images weave in relation to a colonial visuality, based on the use of a unifocal perspective of the images. Local photographic traditions creatively deform visuality, circumscribing photographs within a de-narrativized and de-perspectivized scope of the photographic surface and valuing the tactility of the gaze. Secondly, photographic statutes are considered, which destroy the documentary value of images and reorder them based on other logics of production and understanding. It is observed how certain studio portraits recreate a social situation that no longer places realism at the center of the visual message, but takes photography as a means of imagining scenes and belonging to places that bring the photographed subject closer to modern values. The results of the reflections developed in the article attest that, while certain photographic practices promote forms of domination of others, alternatively, reordering of practices can be observed around the reallocation of subjective positions that are part of the photographic construction.
Este artículo tiene como objetivo analizar los significados de las fotografías producidas en el contexto poscolonial de Mali, Kenia e India, en la medida en que estas imágenes permiten una reflexión sobre los usos interculturales de las imágenes fotográficas. Para esto, se tienen en cuenta dos niveles diferentes de análisis a la hora de considerar el significado de estas imágenes, a partir de un método de comprensión del significado visual postulado por la semiótica de la fotografía. En primer lugar, las imágenes se entienden como un texto-enunciado, en el que se observan las otras posibilidades que estas imágenes tejen en relación con una visualidad colonial, basada en el uso de una perspectiva unifocal de las imágenes. Las tradiciones fotográficas locales deforman creativamente la visualidad, circunscribiendo las fotografías dentro de un alcance narrativo de bajo grado en la superficie fotográfica y valorando la tactilidad de la mirada. En segundo lugar, se consideran los estatutos fotográficos, que destruyen el valor documental de las imágenes, reorganizadas a partir de otras lógicas de producción y comprensión. Se observa cómo determinados retratos de estudio recrean una situación social que ya no sitúa el realismo en el centro del mensaje visual, sino que toma la fotografía como un medio para imaginar escenas y pertenencia a lugares que acercan al sujeto fotografiado a los valores modernos. Los resultados de las reflexiones desarrolladas en el artículo concluyen que, mientras ciertas prácticas fotográficas promueven formas de dominación, en otras, alternativamente, se observa el reordenamiento de prácticas en torno a imágenes capaces de reproponer las posiciones subjetivas que forman parte de la construcción fotográfica.

Palabras clave

Diversidade cultural, Visualização, Materiais visuais, Fotografia, Semiótica, Mali, Quênia, Índia, Cultural diversity, Visualization, Visual materials, Photography, Semiotics, Mali, Kenya, India, Diversidad cultural, Representación visual, Material visual, Fotografía, Semiótica, Mali, Kenia, India

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