Temporalidades nas/das águas: interculturalidade a partir de Oro Mimá, de Bantos Iguape, e Velejo, de Sued Nunes
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Resumen
O objetivo deste artigo é apresentar uma leitura comparativa de dois videoclipes produzidos no território de identidade do Recôncavo da Bahia, Brasil, de artistas também do Recôncavo, a saber: Bantos Iguape, do distrito de Santiago do Iguape, em Cachoeira, e de Sued Nunes, cantora e compositora da cidade de Sapeaçu, com vistas a compreender as relações e trocas culturais que se estabelecem entre as matrizes afros e regionais. Toma-se como fundamento metodológico o estudo comparativo dos corpos da cena /em cena e as oralituras para fazer emergir dos clipes aspectos referentes aos fluxos das águas e suas materializações nas expressões audiovisuais, assim como memórias e modos específicos de partilha. Para isso, trabalha-se com três categorias: a dimensão das águas como espelho, 2) as águas enquanto meio que possibilita a extensão dos corpos, e 3) as águas como manifestação de seres não-humanos. Como conclusões, o artigo discute as redes infraestruturais de controle de grandes espaços de água, desenvolvidas nos períodos do colonialismo e neocolonialismo europeu, reflete sobre como os rios, baías e oceanos são transformados em espaços de mercantilização e como, numa relação com expressões musicais do territorio do Recôncavo, esses corpos de água ganham sentidos vinculados às matrizes das culturas afro diaspóricas que fizeram morada nas cidades da região. À medida que os sujeitos das margens engendram um território criativo radical que sustenta as suas subjetividades, eles transformam um novo lugar, a partir do qual podem articular as suas próprias visões de mundo. Por fim, identifica como as multitemporalidades evocadas nos clipes contribuem, no nível simbólico, para a construção de imaginários auto-referenciados sobre a diáspora africana no Brasil.
Descripción
Este artículo presenta una lectura comparada de dos videos musicales producidos en el territorio identitario de Recôncavo da Bahia, Brasil, por artistas originarios, a saber: Bantos Iguape, del distrito de Santiago do Iguape, en Cachoeira, y Sued Nunes, cantante y compositora. de la ciudad de Sapeaçu, con miras a comprender las relaciones y los intercambios culturales que se establecen entre las matrices afrobrasileñas y regionales. Se toma como base el estudio comparativo de los cuerpos de escena/ en escena y la oralitura para rescatar de los clips aspectos relacionados con los flujos de agua y sus materializaciones en expresiones audiovisuales, así como memorias y formas específicas de compartir. Entre los principales hallazgos, el artículo discute las redes infraestructurales de control de grandes espacios, desarrolladas durante los períodos del colonialismo y neocolonialismo europeo, cómo ríos, bahías y océanos se transforman en espacios de mercantilización y cómo estos cuerpos de agua adquieren significados vinculados a las matrices de las culturas afrodiaspóricas que establecieron su hogar en las ciudades de la región en las expresiones musicales del territorio del Recôncavo. A medida que los sujetos marginales engendran un territorio creativo radical que sustenta sus subjetividades, transforman un nuevo lugar desde el cual pueden articular sus propias visiones del mundo. Finalmente, identifica cómo las multitemporalidades evocadas en los clips contribuyen, a nivel simbólico, a la construcción de imaginarios autorreferenciados sobre la diáspora africana en Brasil.
